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A Blunt Magazine entrevistou Chester recentemente, ele falou sobre o A Thousand Suns, o Hybrid Theory, como os singles do Minutes To Midnight e do A Thousand Suns deixaram o set deles ao vivo menos enérgico e como as longas turnês o mantêm longe da família. Ele também menciona que eles nunca tiveram a intenção de tocar Robot Boy ao vivo. Leia a tradução do artigo abaixo.
Linkin Park Incendiando Tudo
Você pode ser perdoado por pensar que o Linkin Park iria explodir brilhantemente e depois apenas desaparecer no ar após sua grande estréia em 2000 com seu álbum Hybrid Theory. No entanto, enquanto companheiros como Papa Roach, Staind e Limp Bizkit lutaram para desenvolver seus sons ou manter seus públicos, o Linkin Park caminhou passo a passo numa estrada que levou ao lançamento do seu paranóico álbum conceitual que trata de guerra nuclear, o A Thousand Suns em 2010.
O álbum trouxe hits como “The Catalyst” e “Wating For The End” e provou que a banda era mais do que aquele sucesso dos anos 90. Você deveria perdoá-los por escolherem descansar suas madeixas e cuidadosamente planejarem seu próximo passo.
Só que não foi isso que eles fizeram.
Semanas após terminarem a turnê, a banda já estava de volta ao estúdio trabalhando nas músicas para seu próximo álbum: um álbum de rock, sem nenhum tema global.
“Eu acho que para nós, com o A Thousand Suns, nós sabíamos que tínhamos feito algo ótimo, então nós pensamos ‘vamos apenas manter a bola rolando’”, explica o vocalista Chester Bennington. “Eu acho que esse foi definitivamente o nosso melhor álbum até hoje. O A Thousand Suns foi uma boa representação de tudo o que a banda poderia fazer tanto musicalmente como artisticamente”.
Ele dá de ombros à sugestão de que houve interesse em seguir seus sucessos: afinal de contas, eles já tinham feito isso antes
“Veja bem, nós tivemos tanto o privilégio quanto o infortúnio de termos um primeiro álbum monstruoso. O Hybrid Theory foi um sucesso tão grande que nada que façamos irá algum dia vender tanto ou fazer tanto sucesso quanto ele. Então dependendo da sua perspectiva ou é, ‘Bom, foda-se; o que faremos agora?’ – ou é, ‘Bom, ótimo! Agora podemos apenas sair e nos divertir pelo resto da nossa carreira!’”, ele ri. “Contanto que continuemos fazendo boas músicas, nós meio que afastamos isso do caminho”.
E esse é o espírito que enche o Living Things, que começou sua vida ao final da longa turnê de um ano do A Thousand Suns.
“Nós fomos da estrada direto ao estúdio e apenas continuamos a compor músicas que achavámos que eram boas”, Bennington completa. “E eu acho que ao fazer isso nós apenas continuamos no caminho criativo que estávamos traçando pelos últimos quatro ou cinco anos e eu acho que fizemos um álbum realmente bom, que traz músicas de alta energia e com momentos bem interessantes, artisticamente falando”.
Não houve nenhuma tentação de fazer outra série de músicas ligadas narrativamente?
“Não: voltar e compor outro álbum conceitual teria sido um pouco entediante, então nós apenas entramos em estúdio, fizemos o que sabemos fazer melhor, compomos músicas que achamos que eram boas e nos esforçamos criativamente”.
Levando em conta que o A Thousand Suns foi um grupo tão específico de músicas, é tentador imaginar se as ideias iniciais para o Living Things foram materiais que não serviram para o templo do Suns.
“Não, só começamos a trabalhar nesse material quando estávamos perto do final da turnê mundial”, Bennington explica.
“Nós definimos ciclos de turnê nos quais passamos três ou quatro semanas e depois voltamos para casa por cerca de um mês, depois voltamos à turnê. Durante o tempo que não estávamos fazendo shows na última parte da turnê mundial foi quando as coisas realmente começaram a tomar forma e nós mantemos essa energia criativa nesse novo álbum”.
E essa foi a principal razão que desencadeou a programação: a banda descobriu que o ciclo álbum – turnê – álbum significava que haveriam intervalos longos e frustrantes entre os álbuns.
“Então dessa vez nós fizemos maiores pausas entre as partes da turnê, o que nos permitiu sermos mais criativos e nos manter energizados, assim quando terminamos nós tínhamos várias ideias novas e não estávamos desgastados. E isso significou que pudemos ir direto ao estúdio e começar a trabalhar. As coisas se encaminharam rapidamente então conseguimos fazer um álbum mais rápido, que era o que a gente queria há um bom tempo”.
Ele não está brincando: o extensivo cronograma de turnê da banda significou que houve, em média, três anos entre os lançamentos de cada um de seus cinco álbuns até o momento (e quatro anos entre o Meteora de 2003 e o Minutes To Midnight de 2007).
Apesar de sua insistência de que as músicas ditaram o formato do álbum, Bennington admite que a turnê teve uma importante influência sobre o mesmo: todas as músicas no Living Things tinham que ter… “energia, mas quando eu digo que queríamos trazer energia, isso não significa que só queríamos ligar nossos instrumentos e tocar ao vivo”.
Bom, a primeira metade do álbum é bem pesado, em termos de guitarra – é tentador assumir que, depois de meses de turnê, foi uma questão de querer manter uma certa simplicidade, em vez de começar um trabalho duro nos computadores e teclados.
“Hmm, não”, ele ri. “Não há muita premeditação na hora de fazer um álbum. Nós não sentamos e dizemos, ‘Certo, nós acabamos de fazer esse tipo x de sons, então vamos fazer esse tipo y agora’. Depende da nossa inspiração, pode ser qualquer coisa”.
Mas se você está fazendo muitos shows, simplesmente o mero fato de que você está tocando ao vivo já dá uma cor diferente às coisas que você está compondo, certo? b>
“Não, tudo sempre começa com a música, não com o instrumento. Trabalhar com uma guitarra ou com um teclado depende da nossa inspiração. Algumas músicas nos fazem querer pegar uma guitarra e outras nos fazem querer criar sons, juntar coisas e fazer batidas marcantes. Só depende do que estamos inspirados a fazer naquela faixa. E nesse álbum o que aconteceu foi que mais músicas estavam indo em direção à vibe das guitarras”.
Após esse aquecimento, ele continua. “Dito isto, eu acho que uma das coisas que queríamos fazer neste álbum era que, não importasse que música nós escolhêssemos para tocar ao vivo, ela teria que acrescentar energia ao show e eu estou muito orgulhoso deste álbum, eu sabia que tínhamos conseguido quando o terminamos e quando eu o ouvi completamente; as primeiras seis músicas são como socos diretos e cruzados no seu rosto!”
Bem, ele fez uma boa observação.
“A segunda parte do álbum fica mais artística e começa a trazer elementos com uma vibe eletrônica e materiais inesperados, com os quais as pessoas estão mais acostumadas nos últimos dois álbuns. Eu sinto como se tivéssemos mergulhado em tudo o que fazemos bem e tivéssemos colocado tudo junto nesse álbum”.
“Energia” e “vibe” foram claramente as palavras de ordem no Living Things, e Bennington não consegue parar de usá-las enquanto ele explica que “nós realmente queríamos fazer um álbum onde tudo fosse forte, mesmo que fosse um som como “Victmized”, que é uma música bem direta, é bem do tipo ‘vamos gritar, socar e chutar uns aos outros’, ou uma música como “Burn It Down” ou “Castle Of Glass”. Essas músicas são bem diferentes umas das outras mas todas elas têm uma energia muito boa e uma ótima vibe”.
“E quando você termina de ouví-lo, você quer ouví-lo de novo – e se colocarmos as músicas na setlist dos shows, será maravilhoso tocá-las. Isso era o que queríamos alcançar, essa foi a única coisa premeditada”.
Ele fica um pouco tímido, quando perguntado o ‘porque’.
“Bom, porque… veja, é que…” ele suspira antes de adimitir, “nos nossos últimos dois álbuns, A Thousand Suns e Minutes To Midnight, muitas das músicas que viraram singles foram baladas meio-tempo. E assim tínhamos que incorporar muitas delas na nossa setlist”.
Ah. Isso deve ter sido um desafio para uma banda conhecida por ‘botar para quebrar’.
“Sim, exatamente: e aí do nada, depois de uma hora e meia de música você tem tipo… 40 minutos de meio-tempo”, ele fala. “E bom… as músicas são lindas, mas vamos ser sinceros: nós estamos em um show do Linkin Park e não na porra de um show da Sheryl Crow. Nós queremos trazer a merda da energia! Então Mike [Shinoda, co-vocalista] e eu tivemos uma conversa e concordamos que não importasse a vibe da música, ela teria que ter uma energia e uma animação”.
Portanto mais guitarras?
“Não, não é tão simples assim: não importa que seja uma música eletrônica ou talvez uma música que não seja tão pesada, como “Castle Of Glass” ou “Skin To Bone”, essas músicas não têm as guitarras como base, mas elas têm uma vibe foda e elas serão divertidas de inserir na setlist. Elas não vão trazer uma calmaria ao show. Isso é o que eu quero dizer”.
Ele também tem consciência de que a maior parte do último álbum não se presta a ser simplesmente jogada no meio de uma setlist, apesar de que ele adoraria ter a chance de apresentá-lo como uma peça. “Eu adoraria tocá-lo de uma forma que o apresentasse como um show”.
O que? Como se fosse uma performance completa?
“Sim, a noite inteira: ‘Linkin Park apresenta A Thousand Suns’. Se você pretende tocar a maior parte das músicas daquele álbum, no palco deveria estar a vibe completa, esteticamente e artisticamente falando, onde se toca suas músicas do começo ao fim, assim como é no álbum, isso seria fantástico.”
Certamente isso seria uma desafio, não é?
“Bom, sim. Existem algumas músicas que para serem tocada precisaríamos de pessoas extras. Por exemplo, “Robot Boy”, nunca tivemos a intenção de tocá-la ao vivo. Há muito acontecendo ao mesmo tempo”, ele ri. “Não temos seis caras que possam cantar essa música ao mesmo tempo”.
A banda estará na estrada pelo hemisfério norte durante a maior parte de 2012, mas será que ela estará descendo por aqui?
“Eu realmente não sei o cronograma muito bem. Aprendi ao longo dos últimos 10 anos que quando eu começo a prestar atenção em onde eu vou estar com muita antecedência, isso meio que me afeta”.
Anime-se, Bennington. Muito obrigado.
“Ah… não é assim também! É porque eu penso, ‘Que saco, eu ficarei longe de casa todo esse tempo’. Tipo, ‘Ah, meu filho começou a estudar agora e na próxima vez que eu estiver em casa, no intervalo da turnê, ele já haverá terminado o ano escolar’”, ele diz com um suspiro.
“Isso me afeta, então eu aprendi a aproveitar mais a turnê quando eu não presto atenção no que estamos fazendo. Eu normalmente nem sei onde estamos indo até chegarmos ao local: ‘Onde estamos hoje? Estamos em Stuttgart? É disso que eu estou falando!’” ele ri. “Mas acho que no começo do próximo ano seria uma boa época para ir à Austrália e à Ásia. Na minha cabeça, se eu estou prevendo corretamente, parece que será nessa época que iremos por lá”.
O Living Things já está nas lojas através da Warner.
























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