Usar a abordagem da escrita automática ajudou a desbloquear as ideias



Por AL KRATINA, Freelance, 1º de Fevereiro de 2011



Quando a banda da Califórnia, Linkin Park, lançou seu álbum de estréia, Hybrid Theory, em 2000, estava um pouco atrasada para a festa do nu metal. Korn tinha comido todos os cheetos, Limp Biskit começou uma briga e foi levado para casa por sua mãe e Disturbed ultrapassou o limite e desmaiou no sofá.



Apesar do Linkin Park, que toca no Bell Center na noite de segunda, não ter sido pioneiro no gênero – que mistura hip hop e metal como um smoothie feito por skatistas de 14 anos – eles juntaram-se a ele. Em contraste a berrante e grosseira testosterona em que o Limp Biskit está atado, as letras da banda se dobram nas de Alice in Chains – menos angustiadas. Lidando com temas como alienação, isolamento e dores que vão além do ferimento físico, o material golpeou os ouvintes, levando o Hybrid Theory à certificação de diamannte (10 milhões de cópias vendidas) e a banda ao estrelato.



Durante a década seguinte, o Linkin Park construiu sua base de fãs enquanto evoluia seu som, afastando-se do nu metal, reforçando suas influências de rock alternativo e mantendo o foco no hip hop com álbuns como o Collision Course de 2004, um mashup com Jay-Z. A Thousand Suns, do ano passado, um álbum conceitual que envolve temas de guerra e destruição, talvez seja o mais maduro da banda, misturando tudo, desde o rock progressivo à música eletrônica.



“A diferença no som da banda, de áçbum para álbum, foi algo que nós nos propusemos a fazer, no sentido de que queríamos fazer algo que soasse fresco e excitante para nós”, diz o rapper, compositor e multi-instrumentista, Mike Shinoda, que divide os vocais com o cantor Chester Bennington. “Mas no começo de uma gravação … não temos uma compreensão definitiva de como tudo está soando”.



Independentemente do plano, os seis membros da banda, que têm influências díspares, fizeram mudanças inevitáveis. “Nós somos apenas um produto do nosso ambiente coletivo”, disse Shinoda em uma teleconferência com vários jornalistas. “Nós crescemos fazendo coisas diferentes, ouvindo coisas diferentes e essa dinâmica, de seis caras com interesses tão variados, tende a trabalhar a nosso favor”.



O que também afetou o som do A Thosand Suns foi uma nova abordagem nas letras. Para mudar sua perspectiva, a banda usou a tentativa da escrita automática, para entrar na mente subliminar, escrevendo sem um pensamento consciente.



“É realmente um estilo com mais fluxo-de-consciência no modo de escrever os vocais”, Shinoda explicou. “As ideias seriam apenas um tipo de pop-out e eu nem ao menos saberia que estava pensando sobre algumas dessas coisas”.



Eventualmente, ele diz, a escrita automática nos levou ao conceito do A Thousand Suns. “Nós ouvimos tudo de novo e havia ideias de destruição … aniquilação e medo, que estavam saltando aos nossos olhos e nos surpreendendo”, diz Shinoda. “Decidimos que, para nós seis, (o medo da aniquilação) era uma emoção sincera e que era apropriado que isso fizesse parte da gravação”.



Apesar do impulso da mudança, existem algumas constantes dentro do Linkin Park, o que inclui a adoção de tecnologia de ponta. Não é só a sua música que é fortemente influenciada pela tecnologia – com sons que tem uma alma robótica como The Requiem, que evoca o momento ‘Terminator’ (exterminador) a partir dos sentimentos humanos – mas a banda também tem uma longa experiência com novas formas de ficar em contato com seus fãs.



A banda tem criado vídeo games e aplicativos para iPhone, e está planejando incorporar a tecnologia 3D em um projeto futuro. Na sua atual turnê eles estão em parceria com a Bbasecamp Productions, para permitir que os fãs baixem “bootlegs oficiais” dos shows.



“Nós queremos que os fãs possam levar algo de especial no show do Linkin Park para casa com eles”, diz Shinoda. “Quando você compra o ingresso, basicamente ganha o aúdio do show de graça”.



Ao contrário de muitos bootlegs, Shinoda insiste que essas gravações não serão como se tivessem sido engolidas e vomitadas por um Walkman da Sony de 1985.



“Não será o que eles chamam de ‘line mix’ ou ‘board mix’, que são as formas mais fáceis e baratas de fazer isso. …Nós achamos que isso é horrível e que é um jeito preguiçoso de fazer as coisas”, explica Shinooda. “O que acontece em nosso show é mixado pelo cara responsável pelo som do show ao vivo … ele faz um mix especial para seu iPod, seu carro, algo que vai soar bem no seu som”.



Esse amor pela tecnologia se torna parte deles nos shows também.



“Nossa equipe de arte desenvolveu uma nova tecnologia, específica para estes shows”, disse Shinoda. “Nós tocamos diferentes set lists e às vezes improvisamos dentro delas, então queríamos uma maneira de o visual do show manter um tipo de fluxo e refluxo com o que fazemos com a música”.



O resultado, segundo Shinooda, é que o visual mudará de acordo com a performance da banda. “Dois show não serão iguais”.



O Linkin Park toca no Bell Center na noite de segunda com Does it Offend You, Yeah? e Pendulum. Os ingressos custam de $57 à $87 e estão disponíveis via Evenko no evenko.caor 514-790-2525.



al@alkratina.com



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