Publicado em: Domingo, 23 de Janeiro de 2011, 10:00 AM
Por: Chade Swiatecki
As crianças de hoje têm essa vantagem.
Isso foi essencialmente o que o cantor do Linkin Park, Mike Shinoda, disse enquanto ele falava sobre a capacidade que os fãs de sua banda terão de quase imediatamente baixar uma gravação grátis e de alta qualidade do show que assistirem na turnê, que chega ao Joe Louis Arena em Detroit, na terça-feira.
Já passaram os dias em que se escondia um gravador e um microfone dentro dos shows, e comercializava-se fitas piratas com outros fãs pelo correio. A facilidade do clique-e-ouça as gravações… Shinoda medita sobre as coisas que ele adoraria ter guardado em um iPod para momentos de prazer.
“Cara, eu queria ter tido a oportunidade de levar para casa uma gravação para lembrar de quando eu vi Alice in Chains no (San Francisco Cow) Palace, nos anos 90″, Shinoda disse recentemente por telefone.
“Eu vi Anthrax e Public Enemy tocar juntos. Esse foi um dos primeiros shows que eu fui, que era da tunrê do Killer Bees. Eu lembro de ver Pearl Jam tocando, eles eram a segunda banda no Lollapalooza. Eu sei que os jovens não lembram de uma época em que essas coisas não existam, mas para nós que temos esse tipo de perspectiva, é algo emocionante.”
Prestes a começar a turnê do novo álbum “A Thousand Suns”, a banda está agora na segunda década de uma carreira que tem sido marcada por álbuns de grande sucesso e projetos paralelos e que tem fundido hard rock, hip-hop e música eletrônica.
Shinoda disse que a mistura vem do fato de ter trabalhando junto, seis membros com interesses musicais bastante diferentes e que não têm medo de se arriscarem para criar músicas que os excitem.
“Essa lacuna (do rock ao hip-hop), tem sido superada milhões de vezes e esse é um caso que tem crescido em muitos estilos diferentes de música e quando compomos uma música ela fica como queremos que ela soe.”, disse ele. “Um equívoco sobre como a nossa banda compõe, é dizer que quando sentamos para escrever uma música, estamos pensando em imitar outra coisa. Quando vamos para o estúdio, não nos delimitamos a coisas do tipo, ‘Vamos escrever uma canção parecida com outra canção.’ Nós sentamos e tentamos escrever algo que seja excitante para nós e algo que seja fresco, especialmente no novo álbum, que é de onde a maioria dos sons vieram. Só tentamos escrever algo que soe diferente e que seja excitante para nós.”
Essa ousadia criativa resultou no “A Thousand Suns” que talvez seja o álbum mais aventureiro e maduro da banda. Embora ainda haja uma boa dose de raiva e frustração vindo de canções como “Wretches And Kings” e “Burning Skies”, de maneira geral o álbum produzido por Rick Rubin é o mais contido e medido que a banda já mostrou.
“Nós estávamos fazendo demos e sabíamos que o som estava com uma base um pouco mais eletrônica e estava mais solto e quase mais abstrato”, disse ele. “As idéias eram apenas do tipo fora do pop, e eu nem sabia que eu iria pensar em algumas dessas coisas e que isso sairia da minha boca e que a música se desenvolveria.”
“Haviam alguns tipos de idéias, como auto-extermínio e medo, que estavam chamando nossa atenção e nos surpreendendo. Nós somos muitos analíticos quando se trata de classificar nossas músicas e colocá-las todas juntas, então procuramos olhá-las de todos os ângulos possíveis, pensamos algumas coisas e perguntamos à nós mesmos, ‘O que nós sentimos sobre essas ídeias que estão surgindo na gravação e levando o álbum em outra direção?’. E descobrimos que nós seis sentíamos como se houvesse esse medo universal e eu acho que muita gente hoje em dia tem esse medo, seja na superfície ou no fundo de sua mente, eu acho que a humanidade como um todo, está e tem estado por muito tempo à beira da sua própria destruição.”
Essa direção tem feito da turnê do “A Thousand Suns” algo de uma aventureira criatividade já que a banda muda constantemente seu set list e a execução das novas canções, para encontrar uma maneira de ajustar o novo contexto com os seus trabalhos passados, que foram muito mais viscerais.
“Você pode planejar as coisas do começo ao fim no estúdio ou onde quer que seja, mas existem outras coisas que acontecem quando se trata de pisar no palco com o set list. Estamos constantemente aprimorando o set list e fazendo pequenas mudanças e improvisando algumas partes, porque nós estamos buscando maneiras de melhorá-lo,” disse Shinoda.
“O novo álbum definitivamente dá… uma narrativa para o show, que é muito boa, com uns tipos de laços que ligam diferentes partes do show, e eu acho que algumas das músicas antigas assumem um novo significado quando colocadas nesse contexto.”
E, embora nem tudo tenha funcionado e alguns sons e transições tenham que ser deixados de lado, Shinoda disse que toda a turnê tem rendido várias surpresas agradáveis, como o jeito que eles conseguiram tocar ao vivo a música deles mais eletrônica e mais baseada em samples, “Blackout”.
“Este cd tem uma parte bem maior de coisas como, sons de percussão e sons de teclado e outras coisas do tipo e nós estávamos pensando: ‘Vai ser um pesadelo tentar tocar isso ao vivo, já que toda a banda vai literalmente precisar tocar samplers e sintetizadores, então como vamos conseguir fazer isso e como vamos fazer soar tão emocionante quanto deve ser?’
“Nós juntamos algumas idéias e ensaiamos e sentimos que funcionaria muito bem, mas, quero dizer, a multidão saiu de suas mentes. Foi muito divertido tocar essa música e agora é provavelmente um dos momentos mais emocionantes do show.”
























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27 mai Landgraaf, Netherlands - Pinkpop Festival
30 mai Skive, Dinamarca - Skive Festival
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