Mais de um ano se passou desde que um terremoto devastou o Haiti e, como infelizmente é o caso de desastres como esse, o foco mundial mudou, apesar do fato de os esforços de recuperação ainda serem muito constantes.

Mas um grupo que não tem esquecido o povo haitiano é o Linkin Park, que, através de sua instituição de caridade, Music for Rlief — e em conjunto com a Fundação das Nações Unidas — está trabalhando para trazer luz para a nação — literalmente. Eles começaram um programa para construção de luzes solares em muitos dos acampamentos (que são os lares de mais de 1 milhão de haitianos), e na semana passada, apesar de estarem agendados para filmar um cilpe para o novo single “Iridescent”, a banda enviou o baixista Dave “Phoenix” Farrell até Port-au-Prince para verificar o progresso.


“Retornei do Haiti na noite passada”, disse Farrell no set de gravação de “Iridescent”, em Los Angeles. “Eu fui até lá para verificar o que vínhamos trabalhando com o Music for Relief, em conjunto com a Fundação das Nações Unidas. Nós temos, basicamente, trabalhado para instalar iluminação alimentada por energia solar em alguns dos acampamentos de lá … em especial, o acampamento que visitamos tinha 40.000 pessoas … e nada de eletricidade”.



“Então, à noite, as mulheres e as crianças ficam muito suscetíveis à violência, violações, e todo tipo de coisas realmente terríveis, até mesmo quando estão fazendo algo tão simples como tentar o banheiro, et cetera”, Farrell continuou. “Nós temos colocado iluminação alimentada por energia solar em áreas estratégicas, e achamos que não só tem baixado a taxa de criminalidade, como também tem tornado os acampamentos lugares onde as crianças podem brincar a noite, e, em adição a isso, nós temos alunos estudando e lendo sob as luzes à noite”.



E apesar de Farrell ter dito que estava “surpreso” com a resiliência e o espírito do povo haitiano, ele percebeu que trazer a nação de volta da beira do abismo é um processo contínuo — que vai levar muito mais tempo do que a maioria podia imaginar. Mas, com seus companheiros de banda, a ONU e seus colegas músicos ao seu lado, Farrell está confiante de que, eventualmente, o Haiti vai se recuperar.


“Nós sempre sentimos que a música era uma força muito inspiradora e de união, e com o Music for Relief, sempre quisemos que fosse algo a mais”, disse ele. “Isso não deve ser ‘Linkin Park for Relief’: isso é para ser realmente ‘Music for Relief’. Nós sempre sentimos que com um grupo unido de pessoas, você pode fazer muito mais do que individualmente”.