Terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 11:33 AM
Shantelle “L Burner” Henderson
Nos últimos 15 anos, houveram muitas bandas que se promoveram como sendo de rap/rock e tentaram sustentar suas carreiras, mantendo a sensibilidade e a credibilidade de ambos os gêneros. O Limp Bizkit e o Kid Rock vêm à mente como tendo uma temporada de sucesso, mas é o Linkin Park que acaba ficando com o prêmio, produzindo uma série de álbuns Número Um e turnês com shows lotados, na última década.
Em 2000, o Linkin Park conquistou facilmente fãs de rap e rock com seus esmagador hit “In The End” do álbum de estréia Número Um, Hybrid Theory. “In The End” é sem dúvida é a síntese de uma original faixa de rap/metal. O vídeo foi intrigante e visualmente atraente, pois a letra é provocante.
“No último cd, nós estávamos tentando descobrir onde queríamos ir. Tipo, nós estávamos em uma caixa. Erámos o Linkin Park, que fazia um determinado tipo de som e nós queríamos fazer um albúm que não fosse assim”, disse o vocalista Mike Shinoda ao AllHipHop.com.
Quando você pensa na fusão do rap com o hip hop, historicamente, você tem que dar crédito à música e ao vídeo que fez a primeira conexão tangível e palpável entre os dois gêneros e culturas, “Walk This Way”, um remake do Aerosmith, cuja nova versão incluia versos de rap dos pioneiros nessa categoria, Run DMC. A canção foi lançada em 1986 e foi um autêntico mash-up, antes até da existência dessa palavra.
Foi um monstro que atingiu ambos os públicos. Não podemos esquecer que, antes dessa colaboração, a produção de Run DMC já tinha uma influência de rock pesado que pode ser ouvido em sucessos como “Rock Box”e “King of Rock”. Depois, The Beastie Boys teve sucesso com esta mesma fórmula.
Isso deveu-se em parte ao diversificado produtor e def jam co-fundador, Rick Rubin, que ainda está provando sua importância e completando o ciclo; tendo co-produzido os últimos albuns do Linkin Park, entre eles o A Thousand Suns. O Linkin Park estava procurando um som mais progressivo do que os dos álbuns anteriores.”Rick é um dos produtores mais versáteis e que eu amo. Tipo, há produtores que fazem várias coisas diferentes e eu não gosto do que eles fazem mas eu amo o que o Rick faz. Eu acho que a melhor maneira de descrever isso é dizendo que quando começamos a gravar as demos elas eram claramente diferente, era um som muito específico para o A Thousand Suns e estávamos um pouco hesitantes em trazer um produtor a bordo, mas quando nos encontramos com Rick, soubemos que iria ser o encaixe perfeito.”
O álbum estreou como Número Um em 2010 e continua a lançar singles, como “Waiting for the End”, com sua batida contagiante, misturada com tons de hip-hop e “Wretches and Kings” cujo som é fortemente influenciado pelo do Public Enemy e que também é uma excelente faixa do novo álbum.
Quando o Linkin Park se juntou à Jay-Z em 2004 para o avançado álbum de mash-up, Collision Course, a aprovação de um gigante do hip hop certamente estimulou a credibilidade da banda como artistas de tal gênero, se houvesse qualquer dúvida. Collision Course foi um projeto inovador com cada single combinando a produção e os vocais das canções anteriormente gravadas por ambos os artistas.
O álbum foi mixado por Mike Shinoda e chegou a Número 1 na Parada de Álbuns da Billboard. Outra iniciativa de hip hop foi o projeto paralelo de Shinoda, The Rising Tied em 2005. O álbum contou com pesos-pesados do hip-hop: Black Thought, Common, Lupe Fiasco e Jay-Z, que também atuou como produtor executivo. The Rising Tied foi desenvolvido no âmbito do Fort Minor, o projeto parelelo de Shinoda e foi criado para que ele pudesse expressar a música que sentia que não se encaixava no estilo do Linkin Park. Michael Shinoda disse ao AllHipHop.com que o Linkin Park tem progredido ao acrescentar outros tipos de canções hoje em dia.
“Eu acho que a razão pela qual eu fiz o cd do Fort Minor foi porque, naquele tempo, o Linkin Park era uma espécie de… bem, eu senti que eu estava fazendo algumas coisas que eram a cara do Linkin Park e outras que não, e eu sentia que aquelas canções não poderiam estar em um cd do Linkin Park”, Shinoda explicou. “Desde então, a banda tem realmente ampliado seus horizontes e as idéias que antigamente poderiam ter terminado em um cd do Fort Minor, agora podem ser músicas do Linkin Park e é por isso que agora temos canções como: ‘When They Come For Me’, ou ‘Wretches and Kings’. Essas canções do novo disco, quero dizer, elas começaram como demos que soavam mais como Fort Minor, eu acho, e em seguida, uma vez que todos nos reunimos e trabalhamos nelas, elas cresceram, mudaram e acabaram em um cd do Linkin Park.
“Só uma nota, eu acho, especialmente por Chester e por mim, que tivemos esses projetos paralelos, que é bom saber que as outras idéias que temos, como estas, meio fora do padrão da banda, não só são aceitas agora, como também são bem-vindas e toda a banda fica animada com elas”, disse Shinoda.
De “In The End” e Hybrid Theory em 2000 para o atual A Thousand Suns e suas canções como “Wretches and Kings” em 2011 têm-se uma corrida impressionante e sem precedentes no ano de 2011 para o rap/metal. O Linkin Park foi nomeado a banda Número Um de vendas na categoria Rock/Alternativo pela Billboard/Soundscan e acumulou mais de 50 milhões de álbuns vendidos. Shinoda continua modesto sobre a fórmula de sucesso deles e a capacidade de se sustentar em ambos os gêneros.
“Eu acho que isso já aconteceu um milhão de vezes, e o que aconteceu conosco foi simplesmente o fato de termos crescido ouvindo diferente estilos de música e quando nós escrevemos, é nisso que nos baseamos”, disse Shinoda. “Eu acho que uma idéia errada sobre a forma como a nossa banda, e talvez outras bandas também, compõe é aquela de que quando você senta para escrever, você está tentando imitar algo já feito.”
“Quando nós vamos para o estúdio, não vamos lá para dizer: ‘Vamos escrever uma canção parecida com outra que já fizemos’. Nós sentamos e tentamos escrever algo que seja excitante para nós, algo que seja novo e isso aconteceu, especialmente, no novo álbum, “A Thousand Suns”, que é de onde a maioria das músicas vieram. Só tentamos escrever algo que fosse diferente e animador para nós”, disse Shinoda ao AllHipHop.com.
Linkin Park está atualmente na América do Norte com sua Turnê Mundial do A Thousand Suns. O grupo promete um show musicalmente e visualmente estimulante, então desenvolveu uma nova tecnologia e quem comprar um ingresso também receberá um mp3 grátis para download do show ao qual assistiu, cada um será uma experiência única.
“Tocamos diferentes set lists e, às vezes, improvisamos dentro delas, por isso queríamos uma forma de o visual do show manter um tipo de fluxo e refluxo com tudo o que fazemos com as músicas. Então, a cada noite, as músicas serão diferentes e o visual também. Não existem dois shows iguais.”
























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