Originalmente publicado em: 31 de janeiro de 2011 às 17:08 PM
Atualizado em: 01 de fevereiro, 2011 12:53 PM
Por STEVE KNOPPER. Especial para Newsday


Com Chester Bennington gritando o seu descontentamento ao som de guitarras e batidas rugindo e os furiosos raps de Mike Shinoda, o Linkin Park abriu a última década com um intenso álbum de estréia que se encaixou bem no hard-rock das rádios. “Hybrid Theory” vendeu 10 milhões de cópias, mas a banda tornou-se mais experimental, trabalhando com o super produtor Rick Rubin nos últimos anos, seu som tornou-se menos comercial. “A Thousand Suns”, do ano passado, com uma instrumentação mais suave e vocais de fundo mais penetrantes, vendeu apenas 619.000. Para Shinoda, que falou por telefone na parada da turnê em Chicago, a realização criativa está acima das vendas. A banda toca no Madison Square Garden sexta-feira.



É justo dizer que “A Thousand Suns” é o disco mais amável do Linkin Park? Estou pensando no repetido coro do tipo gospel no refrão de “The Catalyst”, que diz: “God bless us everyone.” (“Deus nos abençoe a todos”)



Eu não sei. . . “we’re a broken people living under loaded gun”? (“Somos um povo quebrado vivendo sob arma carregada”?) Conceitualmente, isso não é mais ou menos pesado do que as outras coisas que já fizemos. Tenho lido algumas coisas que chamam o cd de “suave” ou “leve” – a única coisa que posso supor é que essas pessoas estão se referindo ao fato de não haver muitas guitarras pesadas.



Claro, o conteúdo lírico ainda é intenso, mas parece que Chester não está gritando tanto quanto antes, o que é sua marca registrada – você só escuta isso em uma canção, na verdade.



Em certos pontos definitivamente há menos momentos super-pesados neste álbum. . . . Os dois primeiros cds estavam estabelecendo uma espécie de estilo próprio. Queríamos chamar a atenção das pessoas e fazer a nossa marca com um determinado som. Depois nós realmente nos afastamos disso com o “Minutes to Midnight”, o nosso último cd, e experimentamos alguns sons novos. Ao longo dos últimos dois anos, desde que começamos a gravar esse cd, eu sinto como se estivéssemos realmente confortáveis experimentando e escrevendo músicas que não parecem com as outras que já fizemos.



Eu li que a abordagem de vocês foi totalmente diferente desta vez.



No “A Thousand Suns”, as primeiras demos eram mais orientadas estruturalmente do que qualquer coisa que tínhamos feito antes. Se você sabe como são as gravações da nossa banda, você sabe que nós não trabalhamos todos juntos no estúdio. No início, nós fizemos todas essas demos meio que baseadas na minha visão, e a banda amava elas. Eles sabiam que era um som novo para nós. Foi muito interessante, emocionante e desafiador.