POR DAVID BURGER
The Salt Lake Tribune



Publicado pela primeira vez em 23 de fevereiro de 2011 às 14:12
Atualizado em 24 de fevereiro de 2011 às 18:45
Durante os últimos anos do milênio, o rap-rock substituiu o grunge, se tornando a nova moda do momento.



Gradualmente, o rap-rock foi substituído por outros estilos, incluindo o indie rock, nu metal, post-Britpop, emo, garage rock, metalcore e digital rock.



De alguma forma no entanto, uma das bandas mais populares da era do rap-rock não só ainda está por aí, como também já vendeu mais de 50 milhões de cds.



Para os que não conhecem, o Linkin Park é uma banda do Sul da Califórnia, cuja principal marca é seu cd de estréia, “Hybrid Theory” de 2000, que ficou em 2º lugar no ranking de álbuns mais vendidos da Billboard. A banda teve os seus três álbuns consecutivos estreando em 1º lugar, incluindo o do ano passado, “A Thousand Suns”.



Uma das razões concretas para a banda ainda existir: os seis membros originais ainda estão juntos.



Os dois líderes do Linkin Park, o rapper Mike Shinoda e o cantor Chester Bennington, conversaram com o The Tribune em uma conferência por telefone, sobre como é a banda no palco, a relação entre os músicos, e o sucesso.



Bennington e Shinoda sobre a banda no palco:



Shinoda • Muitos dos temas que estão novo cd assumem um papel central no visual do show. Nossa equipe de arte desenvolveu uma tecnologia que é específica para esses shows. Nós executamos diferentes set lists e até improvisamos dentro do que foi estabelecido. Por isso, nós queríamos encontrar uma forma de o visual do show manter um tipo de fluxo e refluxo com tudo o que fazemos em relação às músicas. Então, a cada noite, as músicas serão diferentes e os visuais também. Não existirão dois shows do mesmo jeito. Trata-se de levar você em uma viagem do começo ao fim.



Bennington • Tocar em uma arena é provavelmente o melhor cenário possível para uma banda. Você consegue tudo. Você até pode manter uma certa intimidade com os fãs. Podemos utilizar as laterais, por isso muita gente pode participar, e também tudo funciona melhor: as luzes, a produção. A energia em uma arena é tão grande, quando o show é bom, que chega a dar um toque extra à experiência, quase como se fosse sobrenatural.



Sobre a dinâmica da banda:



Shinoda • A banda inteira se vê com igualdade, e Chester e eu só estamos na frente na hora de tirar fotos e quando estamos no palco. Eu acho que isso é a base do nosso trabalho como banda. Nós respeitamos as idéias uns dos outros e não temos medo de expressá-las.



Bennington • Eu não sinto que exista algo que… algo que eu não possa mostrar à banda. Nós meio que… bem, quando eu comecei a escrever as músicas que usei no Dead by Sunrise [meu projeto solo], eu senti que elas não faziam nosso estilo. Até esse momento nós não havíamos trabalhado com Rick Rubin [produtor] e nós realmente não tínhamos analisado como o futuro seria. Ainda não tínhamos tido esse tipo de conversa, então eu usei o DBS para dizer o que eu queria. Eu não tenho mais esse problema. Não tenho mais aquela sensação de: “Isso é certo ou errado para o LP?”. Porque, sinceramente, vale tudo. O que eu quero dizer é que o que estamos fazendo agora no estúdio, nos últimos dois álbuns, é completo em todos os sentidos.



Sobre a fama:



Shinoda • É evidente que há pessoas que se nos vissem na rua, não fariam idéia de quem somos. Tipo, se você mostrasse uma foto minha ou do Chester, não faria sentido para elas. Nós todos somos gratos pelo sucesso da banda, acho que também somos muito gratos por poder manter um certo nível de anonimato e manter nossa cabeça no lugar. Então, quando estamos fora do palco, nós não sentimos aquela pressão das pessoas nos olhando como se fôssemos ícones intocáveis de rock. Eles vão ao nosso show porque gostam das músicas, e nós definitivamente queremos fazer de tudo para dá-los a melhor interpretação ao vivo de nossos álbuns que pudermos.