O Linkin Park, banda vencedora de Grammy, vai balançar Jacarta na Quarta-feira, para a alegria de milhares de fãs da Indonésia.



O show será a primeira apresentação da banda na Ásia na divulgação de seu novo álbum, “A Thousand Suns”, leia a entrevista que o guitarrista Brad Delson deu por telefone ao Jakarta Globe.


“Estou muito animado para ir a Jacarta”, disse Delson. “É a nossa primeira turnê pela Ásia na divulgação do ‘A Thousand Suns’, e nós estamos muito empolgados para tocar as músicas novas a todos os nossos fãs na Ásia”.



A banda se apresentará no Bung Karno Stadium, na última vez que esteve em Jacarta, sete anos atrás, a banda tocou no Carnaval Beach em Ancol, onde abalou mais de 30,000 fãs, que cantaram junto com a banda hits como “Numb” e “Crawling”, dos premiados álbuns “Meteora” e “Hybrid Theory”.



Desde então, a banda lançou mais dois álbuns de estúdio que foram bem recebidos, “Minutes to Midnight” em 2007 e “A Thousand Suns” em Setembro do ano passado.



O estilo musical e as cativantes canções do Linkin Park também chamaram a atenção do diretor Michael Bay que usou algumas músicas da banda nas trilhas de “Transformers”, “Transformers: Revenge of the Fallen” e “Transformers: Dark of the Moon.”



Fãs dedicados como, Primanitya Swastiyastu de 31 anos e Dika Toolkit de 27, estão esperando ansiosamente o próximo show da banda aqui.



“Eu sou fã da banda desde o seu primeiro álbum”, Primanitya disse. “Mas eu perdi o último show [em Jacarta] porque eu tinha uma prova no dia seguinte”.



Dika, que assistiu o show de 2004, disse que está muito ansioso para ouvir as músicas do novo álbum sendo tocadas ao vivo.



“Se passaram sete anos e nesse período a banda lançou dois CDs”, ele disse. “Eu tenho que vê-los, para ver se eles melhoraram”.



A banda, disse Brad, vai levar a turnê pelas seis principais cidades da Ásia, incluindo: Hong Kong, Seul, Tóquio, Taipei e Bangcoc. O Linkin Park também está programado para tocar no dia 24 de Setembro em Cingapura, no Grande Prêmio de F1, onde vão compartilhar o palco com Shakira, Shaggy e Boy George.



O Linkin Park, que foi formado em 1996, é composto pelos vocalistas Chester Bennington e Mike Shinoda, guitarrista Delson, baterista Rob Bourdon, baixista Dave Farrell e DJ Joe Hahn.


A seguir, trechos da entrevista com Delson.



O último show da banda foi à sete anos atrás. Vocês tem uma boa desculpa por não terem vindo tocar aqui mais cedo?
A única desculpa que eu tenho é que estávamos em estúdio, compondo e tocando em cidades de outras partes do mundo, onde eles também estavam ansiosos por nos ver. Mas, você sabe, essa provavelmente não é uma boa desculpa [risos].



Depois do lançamento do novo álbum, vocês estão totalmente ocupados com a turnê ou vocês estão preparando um material novo para o próximo álbum?
Nós sempre estamos compondo. Definitivamente todo mundo tem ideias o tempo todo, embora o foco de nossa energia tenha sido em prol dos álbuns e de apresentar as músicas em várias partes do mundo.



Existe alguma chance de vocês darem uma mostra do novo material em um dos shows?
Sempre tem uma chance, mas uma chance muito pequena. Conte todas as músicas do ‘A Thousand Suns’ – tem muita música nova para tocarmos em nossa turnê pela Ásia.



Então, o que podemos esperar do próximo show?
Nós vamos tocar músicas do ‘Midnight’, ‘Hybrid Theory’ e ‘Meteora’, provavelmente. É algo para todas as idades. Nós sempre tocamos algo que é animador pra nós e também para aqueles que vão a vários shows. Eles geralmente tendem a ter um pouco de diferentes experiências. Você pode nos acompanhar ao redor da Ásia, como se fossemos The Grateful Dead [risos].



Então essa é sua inspiração?
[The Grateful Dead] é a banda mais famosa que fez todos os seus shows diferentes e as pessoas seguiam-na onde quer que ela fosse. Eles seriam o melhor exemplo de improvisação, mudando o show a cada noite. Nós definitivamente amamos tocar ao vivo e levamos [isso] a sério. Quando terminamos de gravar, nós colocamos todas as nossas energias para sermos a melhor banda ao vivo.



Quem dá as cartas, em relação, a que músicas tocar?
Nós temos uma democracia artística. A melhor ideia, é geralmente a vencedora.



Como vocês adquirem as músicas novas?
O que é divertido sobre estar na banda, é que nós seguimos o caminho criativo para realmente evoluir nosso som cada vez que entramos no estúdio. Nós fomos muito encorajados, em particular, pelo [produtor] Rick Rubin nos últimos dois álbuns. Que traz um sentimento de emoção e surpresa em termos de como a música vai soar.
Depois que cada um de nós trabalha nas músicas, às vezes individualmente, sempre nos reunimos e ouvimos tudo, fazemos comentários e em seguida decidimos o que tem que melhorar. Então nós sempre estamos colaborando. É um processo muito aberto, onde qualquer um pode apresentar qualquer tipo de ideia e então focamos na qual nos faz sentir melhor.



O que você faz quando você não está com a banda? Algum projeto individual em andamento?
Pessoalmente, eu gosto de ficar focado no Linkin Park porque eu sinto que mesmo que eu esteja interessado em muitas atividades eu posso encontrar todas elas dentro do contexto da banda. Claro que eu tenho um tempo fora da banda, mas a maioria envolve ficar sentado no sofá assistindo televisão [risos]. Eu tenho feito bastante Scrabble (palavras cruzadas). É um pouco constrangedor e arrogante admitir, mas eu bato no computador dezenas de vezes. Eu não jogo Angry Birds [vídeo game]. Na verdade eu não jogo muito vídeo game.



Qual é o seu segredo para se apresentar ao vivo?
Às vezes eu sinto que sei o que estou fazendo, acho que o que é legal é que depois que você já tocou muito, tipo toda a noite, existe um certo tipo de zona inconsciente que acontece quando você não pensa sobre isso, ela simplesmente acontece. Eu acho que eu toco melhor quando eu não penso no que estou fazendo.