18 de Janeiro de 2011

Linkin Park

Catalisador de Evolução Musical

por Treasure Groh

A vida é boa … se você for o Linkin Park. Reinando como uma das bandas que são top no rock mundial (fato: eles acabaram de voltar de uma turnê lotada pela Europa), os caras do Linkin Park vêm se mantendo firmes e fortes há quase 10 anos – e sem uma única hesitação da parte deles. Desde as primeiras etapas do Hybrid Theory, onde os fãs podiam assistir um cara de cabelos loiros, Chester Bennington, gritando com toda força de seus pulmões, cercado por seus companheiros de banda – Mike Shinoda, Joe Hahn, Rob Bourdon, Brad Delson e Dave Farrel – agitando o cenário underground, até o seu novo e elevado conceito, com temas quase apocalípticos, a evolução do LP só continua.


Um pouco mais de uma semana antes dos caras começarem a viajar pelos EUA, como parte de sua turnê mundial do A Thousand Suns, Shinoda e Bennington conseguiram um pouco de tempo para conversar conosco sobre suas ideias filantrópicas, sua nova direção musical e sobre o fato de eles influenciarem uma geração.


No Haiti, o problema é muito mais complicado para ser resolvido apenas com doações de dinheiro e, talvez agora isso pareça uma moda a se fazer no negócio da música, “Sim, vamos doar dinheiro para ajudar o Haiti”. Vocês já pararam para se perguntar que talvez estejam fazendo a coisa errada?

Chester Bennington: Uma coisa sobre isso, eu ouvi alto e claro de você que é inteligente avaliar continuamente a situação de um projeto que está recebendo sua ajuda. E, de fato, algumas pessoas da nossa equipe, uma mulher chamada Whitney e nosso baixista, Phoenix, um dia antes do nosso primeiro show nesta turnê, irão até Port au Prince para ver pessoalmente como as coisas estão indo. Então, nós entendemos você sobre isso e queremos ter certeza de que tudo está bem para podermos dizer isso às pessoas, estamos doando um dólar de cada ingresso vendido desta turnê para algo que acreditamos que seja importante e o dinheiro está sendo investido respectivamente e sendo direcionado para caminhos corretos que fazem com que as pessoas que precisam de ajuda sejam ajudadas e é nossa responsabilidade ir lá e ter certeza de que isso está acontecendo.


Como vocês simplesmente continuam “batendo os pregos” enquanto fundem e cultivam a cultura do hip-hop e a do rock?

Mike Shinoda: Eu te agradeço por dizer isso. Eu acho que nós não pensamos muito nesses termos agora, isso de tentar fazer um esforço para preencher essa lacuna. Acho que essa lacuna já foi, e tem sido, superada milhões de vezes, nós apenas crescemos em estilos musicais diferentes e quando escrevemos, escrevemos baseados nisso. Eu acho que uma ideia errada que podem ter sobre nossa banda, e talvez sobre outras bandas também, é a de que quando nós sentamos para compor, já sentamos pensando em imitar algo. Quando vamos ao estúdio não sentamos e dizemos: “Vamos escrever uma música como uma que já está feita”. Nós apenas sentamos e escrevemos algo que seja excitante para nós, algo que seja fresco e, isso aconteceu com maior ênfase no novo cd, A Thousand Suns, de onde a maioria das músicas vieram. Apenas tentamos escrever algo que soasse diferente e animador para nós.


Em cada novo album que vocês lançam, parece que vocês praticamente reinventam o som, especialmente se você comparar o novo cd com o Hybrid Theory. Vocês planejaram fazer isso ou apenas aconteceu naturalmente?

MS: Sim e não. A diferença no som da banda, de cd para cd, foi algo que nos propusemos a fazer, no sentido que nós queríamos fazer algo que soasse novo e animador para nós, mas no começo de uma gravação, nós praticamente temos uma noção de como tudo está soando, mas não podemos ter uma definição completa de com o que se parece. Então, só para dar um exemplo concreto, quando nós estávamos fazendo demos para o A Thousand Suns, queríamos que soassem diferentes, estávamos fazendo apenas demos e sabíamos que o som estava baseado um pouco mais no eletrônico, estava mais solto e um pouco mais abstrato, nesse ponto do processo não tínhamos sequer contratado um produtor. Então, na época da discurssão sobre contratar alguém nós pensamos, “talvez devessêmos fazer isso sozinhos”, porque não queríamos que alguém fosse e mudasse tudo o que estávamos fazendo e que gostávamos. No fim do dia, decidimos que Rick Rubin era uma boa jogada, quando ele apareceu, ficou óbvio que tinha amado o material que estávamos fazendo e que não tinha a intenção de mudar, a intenção dele era nos ajudar a tentar fazer a coisas da melhor maneira possível. Então foi por isso que acabamos trabalhando com Rick. Mas, eu falei isso apenas para mostrar que nós tínhamos uma noção de como tudo estava no início e, ao longo do caminho tomamos decisões que nos ajudaram a permanecer na trilha e manter nossas mentes abertas a experimentos e coisas novas.


Como vocês se sentem sendo uma influência para essa geração?

CB: Bem, o tipo de impacto que se está causando é algo que eu definitivamente acho dificil de perceber. Quero dizer, nós sabemos que tocamos, vamos e fazemos nossos shows para as pessoas e também conhecemos muitas delas. É díficil ver quão profundamente as pessoas reagem à nossa música e de vez em quando nos deparamos com um fã ou alguém que se relaciona com uma música de maneira particular ou que teve uma experiência em um dos shows, e é possível ver nos olhos da pessoa que nós a tocamos de um jeito especial. Nós interagimos com suas vidas e meio que a nossa música se torna a trilha sonora de uma parte ou de toda sua história de vida. E isso é, falando como compositor, o objetivo principal. É como um grande sonho, escrever algo que realmente signifique e importe para alguém. E ficamos felizes por sermos abertos o suficiente para escrever estilos diversificados de música, nós meio que esperamos isso de nós mesmos, esperamos ter uma mente aberta em termos dos tipos de músicas que escrevemos, da variedade das canções que compomos e estilisticamente também, nós temos a chance de atingir, eu acho, muito mais pessoas do que algumas outras bandas. | RDW


Linkin Park w/ Pendulum & Does It Offend You, Yeah? • 1/25, 7 p.m. • Joe Louis Arena • 600 Service Center Dr., Detroit • 313.396.7444 • olympiaentertainment.com • $35-$69.50