Enquanto se prepara para o lançamento da turnê de divulgação do “A Thousand Suns” na América do Norte no dia 20 de janeiro, o Linkin Park espera fazer algumas composições na estrada e, talvez, lançar o seu próximo álbum, mais cedo.


“Eu gosto de onde nós estamos no momento”, disse Mike Shinoda, do grupo, durante uma teleconferência com repórteres. “Criativamente eu sinto que a banda está realmente energizada… Nós realmente estamos tentando nos concentrar para entrar em estúdio o mais rápido possível… Está definido em nossas mentes que tentaremos escrever o máximo possível.”


E, Shinoda acrescentou, ele espera que algum desses processos, de escrita, aconteça enquanto o sexteto está junto na turnê.


“Estamos sempre compondo”, observa ele. “Eu acho que nós nos beneficiamos do fato de que a gravação de músicas e a tecnologia da escrita se tornaram compactas e fáceis de transportar no laptop, por exemplo. Eu recebo e-mails dos caras da banda, dizendo: ‘Ei, você quer se reunir para escrever algumas coisas? O que você está fazendo? Você está com sua arte na estrada?’ Eu suponho que no próximo período eles vão estar batendo na porta do meu quarto para colaborar com algumas idéias. É definitivamente um momento criativo para nós, esperamos que isso signifique que o próximo cd está baseado nas palavras”.


“A Thousand Suns”, que vendeu 630 mil cópias desde seu lançamento em setembro do ano passado, segundo a Nielsen SoundScan, é primeiro cd do Linkin Park desde o Platina Dupla “Minutes To Midnight” em 2007, e a banda tem levado habitualmente três ou quatro anos de um lançamento pra outro. Mas Shinoda diz que um hiato de quatro meses entre o fim da turnê norte-americana e próximo show do Linkin Park indica a seriedade do grupo quanto à obtenção de material para seu próximo álbum.


“Não é como 12 meses diretos de turnê, como costumava ser”, explica. “É mais como escrever e viajar, em seguida, escrever e viajar. É bom ser capaz de entrar em estúdio no meio de um ciclo… ir para casa e escrever um pouco. Isso só mantém as coisas mais frescas na minha mente.”


E uma pausa nos assuntos do Linkin Park permite que Shinoda e Chester Bennington se dediquem à projetos solo, como o Fort Minor e o Dead By Sunrise, respectivamente, mas eles não sentem mais atração por esses empreendimentos externos.


“Quando comecei a escrever música para o Dead By Sunrise, eu sentia como se elas fossem estilisticamente fora do padrão (da banda)”, disse Bennington. “Eu não tenho mais esse problema. Eu não tenho mais esse sentimento [de], ‘Isso é bom ou ruim para o LP? “Honestamente, qualquer coisa serve. O que estamos fazendo agora no estúdio, durante os últimos dois álbuns, está provando isso em todos os sentidos. Eu sinto que eu poderia aparecer com um banjo e cantar algum honky tonk que provavelmente nós iríamos descobrir uma maneira de fazer isso funcionar.”


Shinoda acrescentou: “É bom saber que as idéias que temos, esse tipo de coisa “por trás dos muros”, não só estão sendo aceitas, como também agora estão surgindo, e toda a banda está animada com isso.”


O Linkin Park estará dando continuidade à várias de suas outras atividades durante a próxima turnê. Um dólar de cada ingresso estará sendo doado para a instituição de caridade do grupo, Music For Relief, e o baixista Dave “Phoenix” Farrell viajará para o Haiti antes da turnê para ver como o dinheiro está sendo usado. Eles também relançaram o Download to Donate for Haiti programa que está celebrando um ano desde o terremoto oferecendo um download gratuito de cada show para cada ingresso comprado.


E, disse Bennington, a banda está “totalmente de olho” na tecnologia 3D para um uso futuro em vídeos e ofertas do site. “É emocionante, bastante acessível e é bom”, Bennington observou. “Não é como ‘Jaws 3D”, de quando eu era adolescente, e que era absolutamente… estúpido. Há tanta coisa boa que pode resultar disso, então, sim, nós estamos de olho nisso com certeza.” Adicionou Shinoda: “É como uma nova ferramenta na sua caixa de ferramentas. É um brinquedo novo para brincar.”